Por que razão às vezes não conseguimos avançar?






Para se seguir um determinado curso de ação, antes de mais, é necessário decidir para onde se quer ir. À partida isso pode parecer demasiado óbvio, mas o facto é que nem sempre nos lembramos ou o conseguimos fazer. Às vezes queremos avançar mas não sabemos bem que destino seguir, acabando por provocar algum tipo de estagnação na nossa vida.

Geralmente, isso acontece ao passarmos por um evento difícil ao qual queremos fugir, o mais rapidamente possível. É o nosso instinto de sobrevivência que entra em ação. Mas fugir talvez não seja a melhor opção.


Estabelecer o nosso ponto de destino com toda a clareza é uma das etapas fundamentais para conseguirmos alcançar o que desejamos. Caso não o façamos, continuaremos a atuar sem rumo e poderemos ir parar a um lugar que não é do nosso interesse. É sempre preferível tomar as rédeas e definir concretamente o que queremos manifestar nas nossas vidas. Por isso, a primeira coisa a fazer quando não estamos a evoluir no sentido que desejamos, é questionarmo-nos sobre os nossos objetivos e caso não ainda saibamos quais são, tratar de esclarecer essa questão e procurar defini-los com a maior clareza e especificidade possíveis.

Outras vezes o que nos falta é delinearmos um plano de ação. Apesar de sabermos exatamente para onde queremos ir, sabermos o que queremos manifestar, não planeamos o modo como havemos de lá chegar e sem nos apercebermos, ficamos à espera que as coisas aconteçam por si, como que por magia.


Para manifestarmos um resultado de uma forma controlada, de acordo com o esperado, primeiro é preciso executar uma ou várias ações concretas. Até poderão haver várias formas diferentes de chegar a esse resultado, mas teremos sempre de escolher uma dessas vias e selecionar a ordem pela qual cada tarefa será realizada. Isto não significa que tem de haver sempre um plano de ação bastante elaborado e detalhado, mas é preciso haver algum planeamento, nem que seja um simples elencar da ordem pela qual as tarefas serão executadas.


No entanto, as causas da nossa estagnação nem sempre são essas. Muitas vezes até sabemos bem para onde queremos ir e temos um plano de ação definido, mas mesmo assim não conseguimos avançar. Simplesmente, não conseguimos. A razão de isso acontecer provavelmente terá uma causa mais profunda, que convém investigar. Possivelmente estará relacionada com o grau da nossa vontade ou com algum sentimento negativo que desperta em nós. Nós só somos compelidos a realizar algo quando temos alguma vantagem associada a essa ação. Por ventura, podemos não gostar de desempenhar uma tarefa, mas fazemo-la porque lhe associamos algo que nos beneficiará de algum modo.

Uma pessoa pode não apreciar cozinhar e fazê-lo sem demasiada resistência porque além de ter de suprir a necessidade de se alimentar, aprecia o resultado do que faz - comida confecionada exatamente da forma como gosta. O valor que é atribuído ao resultado gerado - neste caso, o prato confeccionado do modo como se gosta - ultrapassou a eventual falta de vontade de o confeccionar, logo houve lugar a essa realização. Quando o valor que atribuímos ao resultado não é suficientemente apelativo para superar a falta de compulsão para a ação, a resistência à sua realização é maior, não havendo nessas situações lugar à produção do resultado esperado.

A compulsão para a ação exige sempre uma enorme vontade de realização dos objetivos, de tal forma grande que nos faça estar dispostos a fazer o que for preciso, incluindo executar algumas coisas que nos parecem assustadoras ou que nos obrigam a despender bastante esforço e/ou tempo.

Na maioria das vezes, a falta dessa compulsão para a ação é motivada pelo medo, é criada pela expectativa de que a execução da tarefa nos vai causar demasiado dano, dor, que será muito dura ou que nos vai roubar algum tipo de liberdade. O que nos faz estagnar, que não nos permite AVANÇAR, é muitas vezes essa expectativa de poder perder algo, pensando que assim iremos sofrer ou que teremos de executar algo que achamos ser demasiado duro de suportar ou de fazer.

Então, o que poderemos fazer para nos libertarmos dessa estagnação e passarmos mesmo à ação? Independentemente do nível de resistência que estamos a apresentar, o melhor a fazer é sermos realmente honestos com a situação e investigar o que estará por trás dessa resistência.

Primeiro, importa analisar o nosso grau de comprometimento com a realização do objetivo em causa, isto é, avaliarmos o real grau de vontade que sentimos em manifestar essa realização. Até que ponto estamos mesmo dispostos a ir? Se estivermos mesmo comprometidos em manifestar esse objetivo, então devemos indagar exaustivamente a razão pela qual tanto receamos avançar, perguntando-nos consecutivamente de que temos medo. O que verdadeiramente receamos? Por trás de cada uma das primeiras camadas de medo, provavelmente haverá outras camadas mais profundas. Continuar a colocar a questão até ser claro qual é o nosso real receio que está ali escondido.

Será medo de sofrer? Haverá um sentimento desconhecido de inadequação? Recearemos ter de desempenhar tarefas que nos farão perder a liberdade de tempo, de escolha ou outra forma de liberdade? Levar a investigação o mais longe possível, de forma a chegar a um ponto em que seja claro o que a situação estava a encobrir. Geralmente estas respostas residem no nosso subconsciente, pelo que nos exigem muita disciplina e paciência enquanto observamos o decorrer do processo.


Após termos identificado o que realmente nos estava a impedir de avançar, o passo seguinte é fazer associar o resultado que queremos criar a um beneficio superior à dor, perda ou o que quer que seja que receamos que aconteça caso avancemos, fazendo associar esse sacrifício a algo importante e a que atribuamos um elevado valor.

Se, por exemplo, a causa da nossa estagnação fosse o receio de termos de desempenhar tarefas, relativamente às quais achamos não estar à altura, poderíamos, eventualmente, mudar a perspetiva sobre o assunto, tentando encontrar benefícios que compensassem claramente o facto de termos de experienciar um sentimento de inadequação. Assim, estaríamos a fazer aumentar o nosso grau de comprometimento com a realização desse objetivo e consequentemente, fazer diminuir a resistência a essas ações, passando agora a  estarmos dispostos a realizar ações que à partida não desejávamos realizar, por sabermos que a recompensa de as realizar é algo que realmente queremos.

E se, pelo facto de aumentarmos a nossa capacidade de resistir à dor ou a um sentimento de inadequação, tendo, por exemplo, de falar em público, pudéssemos ter acesso ao financiamento para criar um laboratório, necessário para fazermos a investigação com que sempre sonhámos? Ou, se superando o nosso medo de ir a audições, pudéssemos realizar o nosso grande desejo de nos tornarmos um cantor, músico ou um ator?

Não estará na hora de usar alguma criatividade a alterar os pesos da balança das vontades e agora, finalmente, conseguir AVANÇAR? Lembre-se que decidir não é o mesmo que agir, para haver resultados é necessário AGIR.


Em suma, quando não consegue avançar e se sente estagnado:

  • Questione-se sobre o seu objetivo.

  • Decida para onde quer ir - defina claramente o objetivo que quer manifestar.

  • Delineie um plano de ação - decida as ações que deverá levar a cabo para atingir o objetivo e selecione a ordem pela qual cada ação será realizada.

  • Averigue o seu grau de comprometimento – analise a sua vontade e veja até que ponto está disposto a ir para concretizar o objetivo.

  • Investigue a causa profunda que se esconde por trás da sua inação.

  • Faça associar o resultado do objetivo a um ganho muito superior ao que possa ter de passar para o alcançar.

  • E mais importante de tudo, AJA! Decidir não chega, tem de agir.




Não perca mais tempo, tome as rédeas da sua vida e concretize os seus sonhos. Comece a viver com mais sentido, seja mais confiante, alegre e abundante. Contacte-me, para eu o ajudar.


Irei acompanhá-lo no seu processo de transformação pessoal no qual se compromete a criar a melhor versão de si - uma versão mais consciente, feliz e realizada.

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